27 de out. de 2009

E.T.A.

Nesses versos tão pequenos
sem muita métrica,
rítimo ou rima
escrevo que te amo,
te adoro minha menina.

24 de out. de 2009

Caminhos...

Estou sempre na multidão
sozinho em meio a muitos
e muitos são meus caminhos
e pouco é tão pouco.

Estou no meio da rua;
estou sob a lua;
estou na beira da praia;
estou suspenso no ar;
estou no fundo do mar.

Não volto seguindo
meus próprios rastros;
do penhasco me jogo
despenco e me arrasto
me corto, me firo, me rasgo
e mesmo assim
não saio do lugar.

Estou sem saber estar
que caminho é esse
que não me deixam seguir
nem olho para o céu
onde devia estar
o brilho do velho astro,
farol pra iluminar,
o caminho que não sigo
nem sei chegar...

21 de out. de 2009

Alegria.... palavra estranha

Alegria.... palavra estranha
me lembra outros tempos
em lugares bem distantes
pessoas que eram outras
e eu também era, acho.

Um dia de praia,
amigos, cervejas
familia, churrasco...
meu amor.
Ali sim, naqueles dias,
havia, e muita,
alegria.

Que pena,
pra mim pelo menos,
já passou,
quem sabe outro dia
outra vida...

Palavra?

Palavras e mais palavras
todas estranhas,
que me dizem tão pouco,
que significam?

Apenas uma me contempla
me satisfaz,
me torna mais inteiro.

Palavra, pequena
de escrita tão curta,
que mostra caminhos,
vidas, dias e lutas

palavra indefinível
e me defino por ela
Não devia,
não sei.

Palavra que soma,
me soma,
me divide,
me agride.
"Amor"

Não é apenas palavra,
eu sei.
Sei também,
bem pouco verdade
o que ela diz, bem fundo
no fundo de mim
e no fundo do mundo.

Imcompleta, ainda lhe falta algo.
A palavra é verbo
lhe falta o pronome
e a conjugação.
O seu certo ficaria:
"Te amo"

Assim é o certo,
que me faz mais certo.
mas será?
Falta ainda algo...
falta à palavra,
e mais ainda
falta em mim.

Perdão, me enganei.
Não falta mais,
encontrei
nessa oração:
"te amo"
faltava alguem
faltava o "Te"
Não falta mais,
já sei que é.

Você.
"Te amo"

Os dias e as noites

Os dias e as noites
passam assim
tão devagar.

Não tenho você
perto de mim!
estando assim,
nem sei o que ser.

Sei que cada manhã
me traz a saudade
tão grande que doi
essa distância
que me corroi.

Essa distância,
minha inimiga,
tanto me faz sofrer
e há apenas uma cura:
você!

eu?

Se sou assim,
bobo demais
ingenuo,
inseguro,
tantos coisas mais.

meu normal é ser diferente,
daquilo que vejo,
até mesmo do que sinto
coisas assim
que me fazem,
me dizem
trazem sempre novidades.
boas ou não.

Sou assim mesmo,
diferente, diferenciado
até mais e demais.
Procuro sempre
desigualar os iguais

Sou sombra, vento e nuvem
coisas passageiras
e também permanentes
assim uma soma de vidas,
cortadas, multiplicadas e divididas
sou assim
o que mais poderia ser?

Jardim sem ávore,
ou livros sem estante
instantaneo e demorado
a coragem e o medo.
Sou assim
amo de mais, também.
Mais do que posso,
do que sei,
tanto, nem sei
ao certo. Sou errado!

Tudo isso, e mais e mais
torto e direito
revolucionário,
reacionário(não!)

As posias que leio,
que escrevo,
esse versos sem rima
que dizem tanto e pouco
assim mesmo,
difícil de enteder
sou assim.
O que mais poderia ser?

18 de out. de 2009

Descanço,

Descanço,
deitado no fim de tarde
remoendo as lembranças
de dias melhores.

De tudo aquilo que devia ter sido
e de tudo que foi em vão,
juras e juramentos
sonhos e bons momentos.

Agora só restam as lembranças
daqueles dias não são mais,
que passaram a tanto tempo,
tão irreais.
E só me resta agora,
esse triste desencanto.

E agora,
descanço
deitado no fim de tarde
remoendo as lembranças
de dias melhores...

30 de set. de 2009

Rei da Morte

Rei da Morte
seco e pálido
sentado em seu trono.

O trono do Rei da Morte
tão antigo, não feito de madeira,
pois o Rei que reina na Morte
repousa sobre incontáveis caveiras.

Rei da morte
seco e pálido
sentado em seu salão.

O salão do Rei da Morte
com negro mármore e sangue decorado
pois o Rei que reina na Morte
ali recebe seus convidados.

Rei das Morte
seco e pálido
sentado em seu palácio.

O palácio do Rei das Mortes
contas quartos mais de mil,
Pois o Rei que reina na Morte
ali recebe quem foi vil.

Rei das Mortes
seco e pálido
sentado em seu reino.

O reino do Rei das Mortes
abrange tudo que a noite toca,
pois o Rei que reina na Morte
a todos um dia convoca.

Desde Além.

Aquele cheiro ocre,
aquele som azedo,
aquelas sombras fétidas.

Tudo era podre,
até a luz da lua
rescendia a morte

Os crânios postos sobre pedras
sorrindo seus sorrisos tortos
pregada à árvore morta
a mão do homem morto.

No chão negro apenas os vermes vivem,
rastejando, comendo a podre carne
do homem, da mulher, do menino,
frios, cinzas e cegos.

Da orbita vazia da velha mulher,
onde dantes olhos azuis jaziam,
agora, buraco negro e virulento
que viu por último para sua sorte
a face negra, velha e triste
do encotro com a senhora morte.

23 de set. de 2009

Quando estou triste

Quando estou triste
só quero alguém
que me abrace

que me diga assim
que veio pra mim
e não se afaste
quando estou feliz
só quero alguém
que me queira

que me diga assim
que veio aqui
pra vida inteira